domingo, 13 de novembro de 2011

Mitos e neuroses

Ao iniciar a leitura de Mitos e Neuroses, logo compreendemos o sentido do título da obra. O psiquiatra suíço Paul Tournier nos traz uma reflexão sobre como o homem moderno tem sofrido por reprimir sua crença natural a respeito de Deus.  No entendimento do autor, a repressão pelo que é espiritual e emocional tem adoecido a sociedade que, mesmo recusando a existência do espiritual, em seu interior não consegue negá-lo. “Ao reprimir os valores sem ter se libertado deles – porque na verdade deles nunca poderá libertar-se – o homem reprimiu o verdadeiro princípio da sua harmonia interior: o espírito” (p.41).

Paul Tournier explica logo nas primeiras páginas do livro como o homem substituiu aos poucos o termo “Deus” por qualquer outra palavra ou coisa que supostamente possa substituí-lo, como é o caso da Ciência que nega o Deus da criação, mas o substitui pelo “acaso” que criou todas as coisas. O psiquiatra expõe as contradições que existem entre os cientistas a respeito da origem de certas doenças neurológicas e psicológicas mostrando como a teoria científica tem se mostrado ineficiente sobre o assunto. Por fim, ele mostra como Cristo pode curar essa sociedade moderna mergulhada na depressão, nas incertezas e nos medos provocados por ela própria no decorrer dos séculos.

O livro é de excelente qualidade, consistência formidável e muito interessante para quem se interessa sobre apologética quanto à teoria evolucionista e sobre os motivos reais das neuroses mais comuns que acometem os seres humanos do último século. Obra muito boa, inteligente e escrita por um especialista no assunto. Leitura bastante proveitosa.

Título: Mitos e neuroses – desarmonia da vida moderna
Autor: Paul Tournier
Gênero: Vida cristã; comportamento; espiritualidade
Editora: Ultimato e ABU
Formato: 14 x 21
Páginas: 160
Preço na editora: R$ 29,30

O que disseram:
“Para o autor, o ‘espírito da época’ está doente. Isso quer dizer que os problemas emocionais do homem e da mulher modernos não são gerados apenas por suas experiências e traumas infantis. Não. É toda uma cultura que padece de uma enfermidade cuja origem está na repressão do espiritual, no abandono de suas fontes cristãs (sem, com isso, ter-se esquecido dos valores cristãos). Assim, as pessoas estão divididas: guardam no mais profundo do seu ser o anseio por uma vida mais elevada, ao mesmo tempo que se deixam arrastar pela onda de egoísmo cínico que caracteriza nossa época e que as leva a reivindicar uma liberdade quase irrestrita, mas desvinculada da correspondente responsabilidade” – Zenon Lotufo Jr. (Pastor, psicoterapeuta, coordenador do Curso de Especialização em Aconselhamento Pastoral do CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos).

O capote e outras histórias


Fui apresentada ao surpreendente Nikolai Gógol por acaso. Estava na livraria Saraiva em busca de algum novo livro de Dostoiévski para ler, entretanto, deparei-me com O capote e outras histórias de um autor que já sabia que era russo, mas nunca havia apreciado nenhuma de suas obras. Iniciei a leitura ainda na livraria e quase não consegui parar.

O mundo de Gógol é completamente distinto do meu – muito embora em minhas imaginações coisas estranhas aconteçam de vez em quando. Fiquei estupefata com o final do conto “O capote” e sem palavras para descrever o que senti naquele momento. Nunca havia lido nada que me deixasse tão desconfortavelmente desconfiada da realidade como aquele conto.

Contudo, o mais impressionante foi “O Nariz” que teimava em não retornar ao seu lugar de origem! Quanta imaginação Gógol teve! Interessante que em todos os contos o leitor consegue obter o sentido de cada história, de cada “bizarrice” – se assim podemos dizer – perpassada em todos os textos. “O Nariz” é singularmente tão interessante quanto o é seu autor.

“Diário de um louco” foi tão bem redigido que em dado momento pensei mesmo que Gógol havia enlouquecido. O conto é tão bem formulado que o leitor consegue perceber cada traço de piora da loucura do personagem. A gradativa piora do “louco” é detalhadamente evidenciada em seu diário. Muito interessante o texto e a forma como foi escrito não nos permite negar o caráter profundamente artístico e inteligente de seu autor.

“Noite de Natal” e “Viy” são os dois contos que fecham o livro, totalizando cinco curtas histórias do fantástico mundo de Gógol. Se Gógol fosse um desenho animado, o compararia ao Bobby, do “Fantástico Mundo da Imaginação do Bobby”. Muito embora estes dois últimos contos não tivessem sido apreciados por mim – por eu ter convicções espirituais cristãs – não podemos negar a capacidade intelectual, imaginativa e literária de seu autor.

Foi muito bom ter entrado no mundo gogoliano sem querer e ser apresentada ao Nariz, ao Louco e ao funcionário que usava aquele “tão importante” capote. Vale a pena conferir a obra. Aos interessados por literatura, recomendo a leitura de alguns artigos sobre Gógol, para que tenham melhor impressão sobre estes cinco contos do autor, visto que não sou especialista no assunto, apenas uma leitora que aprecia e exprime suas impressões por aqui.

Título: O capote e outras histórias
Autor: Nikolai Gógol
Gênero: Contos; literatura russa
Editora: Editora 34
Formato: 14 x 21
Páginas: 224
Preço na editora: R$ 37,00

Jesus é Deus?


Jesus é Deus? é um livro teológico indispensável para seminaristas. Entretanto, não é muito agradável para aqueles que não se interessam por história das doutrinas cristãs. O livro aborda o dogma da divindade de Cristo mostrando as disputas relacionadas ao tema durante os primeiros séculos depois da morte de Cristo. O autor explica a controversa ariana, fala sobre o Concílio de Nicéia, mostra como a divindade de Cristo foi defendida por Atanásio, Hilário de Poitiers e pelos capadócios. Apenas o último capítulo seria uma leitura agradável para leigos, pois ele mostra algumas evidências bíblicas sobre a divindade do Logos.

O livro é pertinente, é bom pelo conteúdo, mas muito enfadonho para quem busca uma leitura apologética prática. O autor diversas vezes usa termos no grego e não explica o significado. Porém, se o leitor for paciente, encontrará no livro riqueza histórica sobre a divindade do Logos bastante proveitosa para a igreja brasileira que atualmente encontra-se mergulhada numa séria crise doutrinária. É um bom e bem escrito livro teológico, consistente por sua profundidade na pesquisa, deve ser bem aproveitado por quem se interessa pelo assunto, principalmente por ser escrito por um brasileiro, investigação acadêmica genuinamente nacional.

Título: Jesus é Deus?
Autor: Jefferson Ramalho
Gênero: Teologia; apologética
Editora: Reflexão
Formato: 14 x 21
Páginas: 192
Preço na editora: R$ 40,00

O que disseram:
“O estudo de cristologia feito por Jefferson Ramalho apresenta características da pesquisa acadêmica latino-americana: seriedade na pesquisa e interpretação dos textos lidos e relevância social e eclesial. Em tempos em que os benefícios da fé valem mais que o Senhor da fé, este livro ajudará seus leitores e leitoras a refletirem criticamente sobre o papel da teologia e da igreja na sociedade contemporânea” – Julio Zavatiero (Doutor em teologia pela Escola Superior de Teologia de São Leopoldo/RS).

“Causou-me ótima impressão o estudo de Jefferson Ramalho sobre o dogma da divindade de Cristo. Ele aborda de maneira sintética e perceptiva as questões mais relevantes ao tema, sob as perspectivas histórica, teológica e prática. É um valioso recurso para quem deseja refletir a respeito de uma das principais convicções da fé cristã” – Alderi Souza de Matos (Historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ciência, intolerância e fé


Ciência, intolerância e fé é um daqueles livros apologéticos bastante válidos no que concerne às divergências instauradas pela teoria do processo evolutivo biológico. Phillip Johnson, famoso professor de Direito nos Estados Unidos, faz parte de um grupo que integra pensadores e cientistas que não acreditam na teoria darwinista da Evolução. Com argumentos inteligentes e sem o menor resquício de medo de não ser bem aceito pela crítica científica, Johnson rebate afirmações científicas que não possuem nenhuma base de evidência empírica. Através deste livro, que não é o primeiro escrito pelo autor, o leitor poderá compreender um pouco do que acontece no meio científico no exterior e entenderá que nem todos que fazem a Ciência acreditam na teoria de Darwin, aquela que todos vieram dos macacos até evoluir o suficiente e chegar à postura atual do ser humano.

Com linguagem bastante clara e acessível a todos, é um livro imprescindível para os que desejam se aproximar mais do assunto e ter posicionamento crítico quanto à teoria evolucionista que, pasmem, embora considerada como fato científico, não tem comprovação empírica, sendo apenas uma teoria. Mesmo você não sendo cristão, é um bom livro para ser lido sem preconceitos e sob ponto de vista analítico sobre o tema.

Não há evidências empíricas de que a informação genética durante a mutação possa crescer o suficiente ao ponto de se modificar completamente e transformar-se em uma nova informação, ou seja, transmutar-se de um animal X para um animal Y (processo evolutivo).

“Não existe evidência científica de que o cérebro, ou qualquer célula individual dentro dele, foi ou poderia ter sido criado pela matéria sem a assistência de uma inteligência pré-existente. Os cientistas que acreditam que a seleção natural tenha criado o cérebro o fazem, não por evidências, mas, apesar das evidências”. p. 136.

Título: Ciência, intolerância e fé
Autor: Phillip E. Johnson
Gênero: Apologética cristã
Editora: Ultimato
Formato: 14 x 21
Páginas: 216
Preço na editora: R$ 34,50

O que disseram:
“Existem muitas críticas a uma Ciência que ignora Deus, mas poucas são mais inteligentes (ou melhor escritas) que a de Johnson” – Booklist.

“Com sua crítica devastadora da filosofia materialista reinantes, Johnson oferece munição para a guerra cultural travada todos os dias” – Publishers Weekly.

sábado, 5 de novembro de 2011

Ensinando para transformar vidas


Famoso educador cristão dos Estados Unidos, Hendricks formulou este livro de maneira muito didática, típico de sua característica docente. Ensinando para transformar vidas é um livreto que ensina como deve ser realizada a prática da educação cristã de forma mais objetiva. As “sete leis do professor” são explicadas por Hendricks, que usa sua experiência e seu bom-humor para descrever atitudes corretas e exemplos do que não se deve ser feito em sala de aula.

O livro é de grande auxílio para professores de seminário e, principalmente, para professores de Escola Bíblica Dominical. Contudo, seu conceito de ensino é tão amplo que pode ser utilizado por professores de qualquer área. O livro é bom, de rápida leitura, porém, de conteúdo prático profundo. Não encontrei este livro em livrarias, somente consegui adquiri-lo pelo site da editora. A edição não é das melhores, pois há erros grosseiros de digitação e alguns erros de ortografia. Entretanto, vale muito a pena ser lido e repassado seu conteúdo.

Título: Ensinando para transformar vidas
Autor: Howard Hendricks
Gênero: Educação cristã
Editora: Betânia
Formato: 10,5 x 18
Páginas: 146
Preço na editora: R$ 17,85