quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Deus em questão

Há livros que contribuem para acúmulo cultural de quem os lê, como também há aqueles que adicionam mais conhecimento histórico e tantos outros que nos forçam despretensiosamente (ou não) a filosofarmos sobre algum assunto. Há autores felizes em seus objetivos, como também há os frustrados. Se fôssemos analisar o livro "Deus em questão" e seu autor, o Dr. Armand M. Nicholi Júnior, o mínimo que poderíamos dizer é que a obra é excepcional e o escritor, um dedicado e incansável pesquisador.

    Depois de 25 anos, o autor da obra, psiquiatra e professor da Escola de Medicina de Havard, expõe brilhantemente como o Pai da Psicanálise, Sigmund Freud, e um dos mais proeminentes pensadores cristãos do século XX, C. S. Lewis, compreendiam o mundo. Tendo cosmovisões idênticas, os dois pensadores iniciam a vida, a carreira acadêmica e a fase adulta. Os dois partilhavam a dor da existência, um pessimismo quase absoluto envolvia suas vidas, até que algo começa a transformar C. S. Lewis e, aos poucos, sua percepção sobre a vida muda radicalmente.

    O escritor coloca-se como expectador de um debate profundo e dificílimo entre Freud, ateu convicto, e Lewis, ex-ateu. Tentando não se envolver muito na discussão, o autor da obra expõe em paralelo os pensamentos de cada protagonista a respeito de Deus, do amor, do sexo, da morte e da questão mais inquietante da Humanidade: qual a razão da nossa existência?

    A obra transcende o material, faz-nos analisar e criticar a subjetividade da existência, a verdadeira dor do "não-saber", a tristeza pungente da certeza sobre a brevidade da vida, a ansiedade pulsante do encontro com o fim para a descoberta do "depois". Não há como ficar emocionalmente incólume ante tantas dúvidas deixadas pelas cartas de Freud, tanto quanto sobre a intrigante felicidade que transbordava pelas feições e atitudes de Lewis, quando este mudou sua maneira de enxergar a própria existência.

    O livro é fascinante e tão bem escrito que os menos atentos poderão não perceber que a obra tanto começa quanto termina com a morte dos protagonistas. Discorre sobre o nascimento e os fatos mais marcantes sobre a vida de cada um deles e, somente depois, o autor expõe o que cada um deles pensava a respeito da própria vida. Com características acadêmicas, a obra contribui também para despertar no leitor a crítica sobre algumas questões muitas vezes consideradas encerradas, como o ateísmo convicto de Freud.

     Livro para ser lido sem preconceitos religiosos, analisado, criticado, debatido e para convencer o leitor a não ficar "em cima do muro", pois este é frequentemente e sutilmente desafiado a abraçar, em definitivo, a cosmovisão que mais lhe convém, a que mais se identifica. O apreciador da obra poderá ter algumas surpresas, como também grandes, interessantes e boas perturbações.

Título: Deus em questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida.
Autor: Armand M. Nicholi Júnior
Gênero: Apologética, Psicologia, Teologia
Editora: Ultimato
Formato: 16 X 23
Páginas: 288
Preço na editora: R$ 46,80

O que disseram:
“Esta elegante e convincente comparação entre a visão de mundo de Freud e a de C. S. Lewis é uma oportunidade de reflexão dialógica sobre as mais importantes questões que a humanidade sempre se fez: Deus existe? Ele se importa comigo? Este livro destina-se a todos que buscam, sinceramente, respostas sobre a verdade, o sentido da vida e a existência de Deus.” - Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas em Genoma Humano, EUA.

“Armand Nicholi acertou na mosca com essa história irresistível e tão bem contada sobre as duas âncoras – e o dilema – do pensamento moderno. A partir da vida desses dois verdadeiros gênios, podemos identificar o nosso próprio desejo e busca.” - Ken Burns, diretor do premiado documentário The Civil War e do histórico Jazz, megassérie apresentada no Brasil pelo canal GNT.

“Alguns livros são equilibrados, acadêmicos e objetivos. Outros são desafiadores e comoventes e prendem a nossa atenção. Quando um livro consegue reunir tudo isso, torna-se simplesmente inesquecível. Deus em Questão é assim. É tão empolgante quanto um romance, com uma diferença: nós escrevemos o final.” - Peter Kreeft, PhD, professor de filosofia do Boston College, autor de “Buscar Sentido no Sofrimento” (Edições Loyola) e “O Diálogo” (Mundo Cristão).

“Assisti a algumas das aulas impressionantemente concorridas de Armand Nicholi em Harvard, que foram uma das experiências mais gratificantes da minha vida. Depois de vinte e cinco anos de ensino e pesquisa sobre Freud e Lewis, o autor coloca o resultado à disposição de todos. Este livro mudará a sua vida.” - Dr. Timothy Johnson, editor da área médica do ABC News.

“Deus em Questão é profundo e fascinante. Quem procura o verdadeiro significado da vida precisa ler este maravilhoso livro.” - Ralph Larson, presidente e diretor executivo da Johnson & Johnson.

domingo, 15 de julho de 2012

O voo da águia

Famoso livro do mestre da espionagem Ken Follett, “O voo da águia” é um relato verídico da história mais fascinante de resgate de prisioneiros no Irã.

Estamos em pleno fervor de uma guerra civil, no ano de 1979, quando o xá iraniano está para ser deposto de seu poder por rebeldes civis liderados pelo aiatolá Khomeini. O mega empresário norte-americano Ross Perot descobre que dois de seus funcionários, que trabalhavam pela EDS, estavam presos sob nenhuma acusação no Irã. A EDS era uma empresa de processamento de dados norte-americana que havia sido contratada pelo Irã a fim de construir uma previdência social para esta nação. Para que Paul Chiapparone e Bill Gaylord pudessem ser soltos, havia uma fiança absurda de 12 milhões de dólares que deveria ser paga, mas que não garantiria aos prisioneiros seu retorno aos Estados Unidos.

O clima das ruas era de guerra. Todos os rebeldes estavam armados, milhares de norte-americanos já haviam sido evacuados, mas Perot só descansaria quando trouxesse de volta Bill e Paul. Para tanto, reuniu uma equipe para o resgate. A história é incrível e relatada com riqueza de detalhes. Resgate que envolveu estratégia, ousadia, paciência e muito, mas muito milagre mesmo.

O livro inspirou a minissérie homônima que teve 25 milhões de espectadores nos Estados Unidos.


Título: O voo da águia
Autor: Ken Follett
Gênero: História; Relato verídico; Romance estrangeiro
Editora: Edições BestBolso
Formato: 12 x 18
Páginas: 504
Preço na editora: R$ 19,90

O que disseram:
"Suspense eletrizante e envolvente" - San Francisco Chronicle

"Relato verídico extraordinário, tão instigante quanto um romance" - USA Today



segunda-feira, 30 de abril de 2012

História da Imprensa no Brasil


Organizado por Tania Regina de Luca e Ana Luiza Martins, História da Imprensa no Brasil supre a necessidade de jornalistas, estudantes e historiadores que almejam compreender o papel da imprensa ao longo da história nacional. Sempre atrelada aos principais acontecimentos ocorridos no Brasil, a imprensa atuou tanto como observadora crítica quanto fomentadora da nossa própria história. 
             Através de pesquisa apurada, os escritores conseguiram, juntamente com as editoras da publicação, traçar o papel do jornalismo no contexto brasileiro desde o seu primeiro impresso, o jornal Correio Braziliense, fundado por Hipólito José da Costa, publicação de oposição ao regime monárquico.
             A cronologia do livro faz o leitor compreender como a imprensa foi fundamental durante todo o processo de transformação política, tanto na mudança para o Império, quanto do Império para a República. A obra traça os perfis dos principais jornais do início do século XX e sua ligação com os poderes políticos. 
             Afora isso, o desenrolar dos acontecimentos expõe inevitavelmente como a tecnologia interferiu – para melhor – na atividade jornalística brasileira. Vale salientar que o livro não se atém apenas à grande imprensa, mas discorre também sobre imprensa alternativa e as primeiras revistas brasileiras.
             Livro indispensável para os interessados pelo jornalismo nacional.

 Título: A história da imprensa no Brasil
Autor: Tania Regina de Luca e Ana Luiza Martins
Gênero: História
Editora: Contexto
Formato: 16 x 23
Páginas: 304
Preço na editora: R$ 49,90

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A missão da mulher


É incrível a facilidade com que Paul Tournier consegue chegar ao coração do leitor através de suas obras. A forma singela como esse psiquiatra suíço escreve traduz um homem que, embora com vasto conhecimento acadêmico, utiliza-se de uma gentil humildade para que o leitor menos inteirado sobre o assunto em pauta tenha condições de ser alcançado e edificado emocional e espiritualmente pelo conteúdo de seus livros. Entretanto, essa simplicidade da técnica escrita em nada equivale ao conteúdo complexo e extremamente inteligente de suas obras, tal como demonstrado em “A missão da mulher”.

Publicado pela Editora Ultimato, em 2008, o livro continua atualíssimo, embora tenha sido escrito e divulgado pela primeira vez há mais de vinte anos. Apropriando-se de pensamentos da psicologia, de grandes filósofos, sociólogos, de famosos psicanalistas e de pesquisas realizadas em obras escritas pelas feministas do Movimento de Libertação Feminina – que muito repercutiu em países europeus e principalmente nos Estados Unidos, a partir do final da primeira metade do século XX –, Tournier não abandonou em nenhum momento a filosofia de vida cristã, vale frisar também que não adotou os artifícios maléficos do liberalismo teológico.

Durante toda a obra, o autor procurou compreender os motivos que levaram as mulheres a se sentirem na obrigação – de certa forma – de reivindicarem seus direitos em plena efervescência da economia Ocidental. Por diversas vezes, o psiquiatra faz menção às necessidades primordiais que as mulheres têm e que a civilização atual não consegue corresponder. Um mundo que deixou de lado e tratou como inferior a mulher – que foi criada por Deus como complemento e parte essencial para a vida do homem – sofre as consequências de escolhas machistas, equivocadas e não-bíblicas.

Salientando sempre que foi na Renascença e não durante a Idade Média que a mulher foi inferiorizada e colocada à margem da sociedade, Tournier evoca as qualidades sensitivas e emocionais que só elas possuem e que foram descartadas pela humanidade industrializada, protagonizada pela figura do homem. A civilização que desprezou o ser feminino, o pensamento e o trabalho da mulher, numa época de grandes transformações sociais em âmbito mundial, sofre o peso de ter menosprezado por séculos a outra parte do homem, o que complementa e completa a sociedade, a mulher. “A pessoa é o homem e a mulher juntos, e não o homem sozinho” (p. 198).

Diante de um mundo masculinizado, onde as coisas, o tecnicismo e a objetividade são mais valorizados do que o ser, o pensar e o sentir (mundo feminino), qual seria o papel fundamental da mulher, sem que esta necessite se equiparar ao homem, a fim de que seja valorizada? O ideal seria ela buscar meios de se igualar ao homem, à maneira como o Movimento Feminista reivindica? Paul Tournier, como homem sábio, não as julga, mas esforça-se por compreendê-las. 

Em “A missão da mulher”, o psiquiatra cristão oferece um valioso convite à filosofia, à reflexão. Creio ser um livro muito mais necessário aos homens – àqueles que buscam sabedoria – do que às próprias mulheres. E a mulher, ao lê-lo, depois de tanta reflexão e conteúdo histórico-filosófico interessante, por si só descobrirá seu papel, sua missão suprema neste mundo mecânico e frio, onde, por um grande equívoco, não reservaram lugar que nos caiba. Cabe a nós, através do nosso amor e afetividade intrínsecos ao universo feminino, transformá-lo!

“A agressividade não é nada mais que a sede frustrada de amor”, Stan Rougier, citado por Paul Tournier (p. 192).


Título: A missão da mulher
Autor: Paul Tournier
Gênero: Vida cristã; comportamento; ética; liderança
Editora: Ultimato
Formato: 14 x 21
Páginas: 208
Preço na editora: R$ 32,70
O que disseram:
"Tournier convida as mulheres a refletir sobre sua missão de re-humanizar o mundo, pela prioridade das pessoas sobre as coisas, ensinando ao homem este lado pessoal e aprendendo com ele a desenvolver a razão."
— Isabelle Ludovico da Silva, psicóloga

"Se tivesse de escolher uma palavra para expressar o que senti ao traduzir este livro, escolheria identificação. Por mais estranho que possa parecer identificar-me com um homem em assuntos femininos."
— Renira Cirelli Appa, professora universitária

"Paul Tournier me fez enxergar que eu não preciso ser feminista, mas apenas feminina e contribuir, onde eu estiver, com a minha ótica de mulher."
— Esther Carrenho, psicóloga, autora de Ressurreição Interior (Editora Vida)

"A Missão da Mulher celebra a intuição feminina, em vez de menosprezá-la. Enfatiza a complementaridade entre homem e mulher como desejo e beleza do Criador."
— Tais Machado, psicóloga e secretária de capacitação da Aliança Bíblica Universitária do Brasil