quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Goiânia surpreendida por livros!

Livros são deixados em espaços públicos para incentivar a leitura
Ação surpreende quem encontra as obras em Goiânia: 'É uma maravilha'.
Proposta é que o leitor, depois de ler o livro, o repasse para outra pessoa.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

Cerca de seis mil livros de autores goianos estão sendo deixados em locais públicos de Goiânia, como bancos de praças, portas de igrejas e pontos de ônibus. Quem encontra as obras passa a ser o dono delas. A proposta é que o leitor, depois de ler o livro, o repasse para outra pessoa ou o abandone em algum local para que um desconhecido também possa lê-lo.

Muitos goianieneses se surpreenderam com a ação promovida pela Secretaria Municipal de Cultura. É o caso do vendedor Pedro Joneilson, que encontrou uma obra em um banco do canteiro central da Avenida Goiás, no Centro da capital: “Não paga nada? Nenhum custo?”. Ele ficou feliz com a ação: “Ler é cultura”.

O fotógrafo Elpídeo Dias Ferreira não perdeu tempo, pois, assim que achou o livro “O Coração do Brasil em Sinfonia Poética”, inicou a leitura.  “É uma maravilha. As histórias de Goiás que muitas pessoas não conhecem”, disse o fotógrafo.

Há livros para todas as idades e gostos. A pequena Natália Alves, de 9 anos, começou a ler “Luíla e Dona Coruja”. “Depois, quando eu acabar de ler, eu vou por em outro lugar para alguém achar e também poder ler e ver esse livro”, garantiu a criança.

A ação também visa incentivar pessoas que possuem livros guardados em casa a compartilhá-los. “Às vezes, nós temos pessoas de Goiânia que nunca tiveram oportunidade de ter um livro, de ler um livro. Você pegar um livro pela primeira vez, abrir, folhear, ele acelera o coração”, disse o secretário de Cultura, Ivanor Florêncio.
Goianos se surpreendem ao encontrar livros em locais públicos (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Retirado de: http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/10/livros-sao-deixados-em-espacos-publicos-para-incentivar-leitura.html 


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Teologia pura e simples

Acredito que o maior mérito da obra “Teologia pura e simples” seja como ela conseguiu expor de maneira precisa os erros da cosmovisão neoateísta tão em voga no meio científico e intelectual das últimas décadas. A inteligente análise de Alister McGrath põe em xeque as certezas antirreligiosas do iluminismo, ponderando suas declarações com a realidade dos fatos históricos. Seria mesmo a religião em si a maior responsável pelos males da Humanidade?

Quando o homem tentou “matar” Deus em seus discursos e ideologias, as civilizações em todo o mundo enxergaram um nazismo cruel que tinha em sua base as crenças sociais do darwinismo. O mundo observou também o surgimento de um Estado frio e torturador livre da religiosidade na antiga União Soviética. McGrath analisa que não apenas uma religião distorcida pode provocar estragos enormes na sociedade, mas a visão anacrônica das raças e a intolerância étnica guardam um histórico de profunda desavença que já destruiu de forma irracional muitas tribos e povos.

O livro encontrou uma conciliação bastante feliz entre fé e ciência, uma auxiliando a outra, oferecendo reciprocamente uma razão à existência da vida. Em busca do entendimento sobre como os novos ateus pensam, McGrath explana como os líderes mais influentes do novo ateísmo, Kurtz, Dawkins e Sam Harris, usam antigas ideias iluministas e as reinterpretam para respaldar suas ideias. Em contrapartida, McGrath cita os pensamentos de Alister MacIntyre, Terry Egletor e, principalmente, Leszek Kolakowski, críticos do pensamento iluminista, para avaliar o quão frágil são as bases no neoateísmo.

A obra tem início com uma explicação aos crentes do que vem a ser a apologética na prática e suas implicações no dia a dia de um cristão. O autor constrói a ideia de que o cristão precisa entender o conhecimento teológico como alicerce para uma vida cristã mais consagrada e um culto mais racional, consequentemente mais agradável a Deus. Ele consegue expor uma visão cristocêntrica a respeito da natureza, como o homem pode e consegue glorificar a Deus tendo uma perspectiva cristã da construção da natureza.

O livro acaba se tornando uma poderosa ferramenta nas mãos daquele que almeja estar mais seguro da sua fé diante da cegueira do homem moderno. É uma bússola para o cristão que pretende ter mais firmeza argumentativa para dialogar sobre sua crença com aqueles que ainda estão com os olhos cobertos pelo véu da incredulidade.

Título: Teologia pura e simples: O lugar da mente na vida cristã.
Autor: Alister McGrath
Assunto: Apologética cristã
Editora: Ultimato
Páginas: 206p.